Tôkyô sonata (2008) – Kiyoshi Kurosawa
Tive o prazer de vislumbrar já há algumas semanas o filme “Sonata de Tokyo”. Foi com grande emoção que passei o filme todo achando tudo muito triste e simbólico e, ao mesmo tempo, tão real na nossas vidas.
O filme relata a vida de um pai de família que perde o emprego que tinha há anos e vai para as filas enfrentar a vida, já em idade avançada, mostrando assim o problema social passado pelo Japão com relação ao desemprego.
O que mais impressiona na película é a maneira como é mostrada o modo totalmente patriarcal e, muitas vezes até “ignorante”, de ser a família japonesa.
O pai não conta a família sobre o desemprego e passa os dias em filas de agências e comendo em centros comunitários. Enquanto isso, quando chega em casa, mantém aquela postura de “dono da família” e mandatário de todos os problemas familiares.
Uma cena que muito me impressionou foi quando ao sentarem para o jantar, todos aguardam ele tomar a cerveja, e depois disso apenas, que podem começar a se alimentar.
Outro fato impressionante, é a mostra de como a vida econômica pode abalar o ser humano, como no exemplo mostrado, onde um homem se mata e também a sua família depois de ter cansado de procurar empregos, sem sucesso.
Tokyo Sonata mostra também a grande dificuldade dos pais se relacionarem com os filhos. Um deles queria servir ao mundo e foi para o exército, o outro apenas queria tocar piano. Nada disso é apoiado pelo pai, mas sim, e somente, pela mãe.
Para mim, uma das melhores cenas que já vi na vida:
Aconselho aos corações fortes e mentes equilibradas, rs.
Um belo filme.
Trailer:


oi Sara,
bom, meu coração não é tão forte assim, mas vou procurar e encarar esse filme. Bem salutar vc falar da grande dificuldade que os pais tem de se relacionar com os filhos. Porque vc precisa de ver, de como os pais japoneses tratam os filhos quando são pequenininhos. É de uma delicadeza e ternura, bom é o que eu vejo. Mas conforme o filho (a), vai crescendo, as exigências da vida moderna e a educação dos próprios filhos, tem um custo alto. E os pais tem que trabalhar, fazer horas extras (talvez), e a educação fica a cargo do professor. Os alunos ficam o dia inteiro na escola, vão pra casa à noite. Então, talvez, cada um com os seus problemas, acabam se distanciando, não externando os sentimentos, por conta dessa vida… É uma suposição.
abração.
ps. e um beijo pra Dai
Sarinha…
Saudades… vim aqui ler sua resenha sobre este filme e ler o que vc escreve geralmente, no meu caso, signfica encontrar motivos relevantes para ver um filme. Como vc, sinto, aprendo e revivo coisas em contato com a película. É terapeutico e proporciona autoconhecimento, também. Obrigada por essa bonita crítica e também por seguir em frente com o blog – do qual me sinto grande devedora. Apesar de ausente, ele é um pedaço importante de minha vida.
ah, e aproveito o comentário para mandar beijo para a madoka que comentou acima.
abraço forte amiga.