Tokyo – Michel Gondy, Léos Carax e Bong Joon Ho

Ainda não sei muito bem o que pensar do segmento de Léos Carax intitulado “Merde” – acabei lendo algumas críticas por aí e a estranheza sobre ele é a mesma. Acho que a idéia é realmente essa: criar e semear a estranheza.
Esse é mais um daqueles filmes que juntam diversos diretores para produzirem pequenos filmes em um só tema. Como em “Paris, eu te amo” e “Cada um com seu cinema”. Eu gostei bastante do de Gondry – acho que na minha cabeça é impossível desgostar de qualquer coisa dele. A história é de um casal que vai para Tokyo a procura de emprego e estão provisioriamente na casa de uma amiga de infância dos dois. Ele é um cineastra iniciante, ela não é nada. E se julga sempre sem sentido e sendo uma inútil na vida. Engraçado que os dois vão em uma entrevista de emprego para trabalharem como empacotadores de uma loja. Ele consegue e ela não. É sempre colocado em voga como ela se sente em relação a vida: sem utilidade nenhuma. Sendo assim, num jogo muito maluco de realidade e ficção, porém acho que também mais um mega metafórico surrealismo ela se transforma em uma cadeira. Sendo assim útil para toda uma vida. Bacana demais a idéia.
O último fragmento é de Joon Ho, aquele mesmo diretor que vimos em “Memórias de um assassino” e “The Host” – que nesse conta a historia de um hikikomori – pessoas que se isolaram em casa e nunca mais saem de lá – tendo apenas contato com o mundo exterior via telefone ou internet.
Achei bem interessante e vale a pena ver.


Poxa, eu tou emocionada só de ler esse seu resumo da sequência do Gondry, imagino que deve ser de chorar cântaros. Já enche o olho d’água aqui. Acho que captei bem a metáfora. Beijos, amiga.